Obrigado,
pai...
Pelo
dinheiro
que
o
Sr.
me
dava...
Com
ele
pude
ter
carro
do
ano,
celular,
viagens
à
Disney,
viagens
à
Europa
e
roupas
de
grife...
Pude
ainda
freqüentar
os
móteis
mais
caros
da
cidade,
comprar
cocaína,
crack
e
ter
noites
alucinantes..
Muito
obrigado,
Papai...
Mas
tudo
que
eu
desejava
não
era
a
gorda
mesada
que
você
me
dava
todos
os
meses...
Nem
mesmo
uma
vida
de
luxo...
Eu
simplesmente
queria
ouvir
você
dizer
o
quanto
me
amava...
E
se
me
amava...
(Viviane)

Último
bilhete
escrito
por
uma
adolescente,
encontrada
morta
por
overdose
de
cocaína
num
beco
frio
de
São
Paulo.
Ela
era
filha
de
uma
rica
e
tradicional
família
da
cidade.
É
bom
refletir
sobre
o
assunto.
Será
que
você
está
realmente
dando
o
melhor
de
si
para
seu
filho? Se
acha
que
está, será
que
o
que
você
está
dando
a
ele
é
o
que
realmente
importa?
Arthur
da
Távola