Prestar
uma homenagem às mães é
uma tradição bastante antiga.
Na Grécia, havia uma festa
em honra a Réia, mãe dos
deuses. Já os romanos faziam
uma grande festa no início
de março chamada Matronalia.
Na Idade Média, os ingleses
celebravam o Mothering
Day. As pessoas
mais pobres moravam na casa
de seus patrões e ficavam
longe de suas casas. Por
isso, nesse dia, eles tinham
o direito de ir até os seus
lares e ficar junto de suas
mães.
Mas a data como conhecemos
hoje é uma criação moderna.
Uma jovem professora americana,
Anna M. Jarvis (1864-1948),
perdeu sua mãe em 1905 e
entrou em completa depressão.
Preocupadas com tanto sofrimento,
algumas amigas tiveram a
idéia de perpetuar a memória
da mãe de Anna com uma festa.
Mas Anna queria que a homenagem
fosse estendida a todas
as mães, vivas ou mortas.
Passou a escrever longas
cartas a políticos, empresários,
comerciantes e religiosos,
sugerindo a criação de um
dia em homenagem às mães.
Foi um trabalho de muita
persistência.
Em 1908, algumas igrejas
de sua cidade, Grafton (Virgínia),
e da Filadélfia, onde ela
também já tinha morado,
escolheram a data de 10
de maio - um dia depois
da data de aniversário da
morte da senhora Jarvis
- para lembrar das mães.
Em 1910, a Virgínia foi
o primeiro Estado a festejar
oficialmente o Dia das Mães.
No ano seguinte, quase todos
os Estados americanos seguiram
a idéia. Finalmente, em
1914, a data foi oficializada
pelo presidente Woodrow
Wilson: o segundo domingo
de maio.
Anna criou também um símbolo
em homenagem às mães: o
cravo. O vermelho seria
para presentear a mãe viva
e o branco, para a morta.
Anna foi presa por perturbação
da ordem, ao invadir uma
convenção da Associação
das Mães de Veteranos de
Guerra, acusando-a de vender
cravo com fins lucrativos.
Ao sair da cadeia, Anna
declarou que estava arrependida
de ter criado o Dia das
Mães.
No
Brasil, a comemoração do
Dia das Mães foi introduzida
pela Associação Cristã de
Moços – (ACM), que prestou
homenagem às mães, em Porto
Alegre, no dia 12 de maio
de 1918. Em 1932, Getúlio
Vargas decretou o segundo
domingo de maio data nacional
durante seu governo provisório.
Mas o hábito de presentear
as mães ganhou impulso em
1949, quando vários proprietários
de lojas de São Paulo, como
Mappin, Slopper e Garbo,
lançaram uma grande campanha
publicitária incentivando
a compra de presentes para
as mães.